Polônia, da guerra ao Papa!

Com a aproximação da XXXI jornada mundial da Juventude, que acontecerá na Cracóvia em 25 de julho a 1 de agosto de 2016, a Polônia está mais ainda no foco do turismo, principalmente do religioso.

Por ser uma país com localização privilegiada, durante a guerra foi atacada por Russos e Alemães. Mesmo sendo quase toda destruída e com o maior número de mortos da guerra o país conseguiu preservar sua riqueza cultural e  existem 14 lugares reconhecidos pela UNESCO como patrimônio mundial e outros 54 como “Monumentos Históricos”.

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VARSÓVIA

Durante minha visita o guia me contou que antes dos nazistas destruírem a cidade, a população conseguiu retirar artigos como lustres, adornos, móveis e os enterraram para que não fossem destruídos, também tiveram o cuidado de esconder e desenhar plantas e desenhos das fachadas dos edifícios, para assim poderem reconstruir o que consideravam uma das mais lindas cidades do leste europeu.

Para visitar Varsóvia o transporte público é muito eficiente e barato, bondes, ônibus e metrô são muito bem distribuídos e servem os principais pontos turísticos da cidade, você pode pagar diretamente dentro do transporte ou nas máquinas, o ticket custa cerca de USD0,90 por uma viagem simples ou USD4,50 para o dia todo, existe também a opção de três dias por USD8,00.

Visitei alguns dos principais pontos turísticos comecei pela praça do mercado,  a cidade velha, a praça do castelo, e o gueto.

Essa viagem sem dúvida teve o ponto alto, a Cracóvia :

Mesmo com todos os bombardeios direcionados a Polônia, no fim da guerra a Cracóvia permaneceu vigorosa e charmosa com seus mais de mil anos de história, a cidade é linda e tem um ar de cidade chique do interior. As margens do rio Vistula, a grande maioria de seus habitantes (quase 200 mil) são estudantes já que ali existem 15 escolas superiores.

O centro histórico foi reconhecido e inscrito como  patrimônio mundial em 1978, seus pontos fortes são: os casarões, o Bairro judeu, o castelo de Wael e o famoso Santuário da Divina Misericórdia .

Nos arredores uma das mais fantásticas visitas  é a antiga mina de sal de Wielicza um lugar sem igual que possui até mesmo uma capela dentro.

É um país muito católico que fortaleceu o catolicismo como nenhum outro no mundo  ao longo papado de Karol Józef Wojtyla, o  Papa João Paulo II. Apenas em Cracóvia são cerca de 140 igrejas perdendo somente para Roma em número de igrejas.

Viajei até Wadowice a cidade natal do Papa João Paulo II  que está a 50 quilômetros de Cracóvia, onde visitei a casa onde ele morou, a igreja onde foi batizado, foi coroinha e rezou missas.  Muitas igrejas não têm bancos para que os fiés sentem, assim os abrigam e serem breves.

 

Pela manhã visitei a casa onde viveu o Papa João Paulo II hoje um museu, pela tarde fui ao campo de concentração Auchwitz.

Auchwitz é um dos lugares mais impressionantes que já visitei, a energia do lugar mostra a barbárie que ocorreu ali. Os prédios que abrigavam os presos eram enormes,  48 campos no complexo, o mais importante Auchwitz I onde funcionava o centro administrativo, o II de extermínio o III e mais 45 outros.

A visita mesmo sendo triste vale a pena para que tenhamos uma ideia do que aconteceu e para que nunca mais se repita.

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Entrada Auschwitz

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Pontos de controle Auschwitz

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Crematório Auschwitz

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Edifícios Auschwitz I

 

 

 

Dicas de viagem:

– Voos: Não existem voos diretos do Brasil a Polônia,  somente com conexões na Europa.

– Documentos: Não  é necessário visto para a Polônia a carteira de motorista do Brasil é aceita,  porém é recomendando que tenha uma internacional caso tenha algum problema.

– Seguro: não deixe de ter um seguro de viagem mesmo que os hospitais sejam todos de primeiro mundo, qualquer coisa particular pode custar muito caro.

– Energia elétrica: 220v. As tomadas são redondas, com pinos então leve seu adaptador.

– Língua: Polonês nas zonas turísticas o inglês é falado.

– Clima: de maio a outubro a temperatura é muito boa, sendo verão de muito calor de junho a agosto.

– Roupas: Durante o inverno, o frio nas principais cidades polonesas é bem rigoroso.

– Moeda: Zloty  quase mesmo valor do real perante ao Euro e para o Dólar.

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O OLHO É TURCO OU É GREGO?

Há, há, há!!! Nem um nem outro!

Depois que passei pela Turquia, Grécia e Egito e a febre desse olho chegou ao Brasil, comecei a me perguntar: O Olho é Grego ou Turco??

O que hoje é amuleto, artigo de decoração, acessório de moda, a maioria das pessoas não tem ideia do que se trata, ou o que significa.

O olho é Egípcio! A história começa em 3000 a.C. no Egito. Segundo a lenda egípcia, o Deus Horus teve seu olho arrancado e posteriormente recolocado por meio da magia. Por isso o olho tem o vigor e a magia como ideia e a imagem deste olho passou a ser usada.

Inclusive no antigo terminal do aeroporto Ataturk, em Istambul, existia um olho gigante suspenso na imigração que queria dizer que todos que ali passassem deixariam seus maus olhares ali e enregias.

O império turco dominou a Europa e África por muitos anos a Grécia especificamente por quase 400 anos e durou cerca de 625 anos assim os gregos eram proibidos de estudar e muitos são tornaram analfabetos.

Podemos comparar com o olho maçônico, que aparece em várias notas de dólar, e o terceiro olho de Buda, na Índia. O olho tem uma representação enorme em nossa sociedade.

Acredita-se que o mau olhado tem a cor azul; assim o olho de vidro na mesma cor seria eficaz e desviaria esse mau olhado.